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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os Dentes da Memória no Guia de Livros da Folha

O Guia de Livros, Discos e Filmes da Folha de S. Paulo publicou, em sua edição de fevereiro, uma resenha do crítico Marcello Rollemberg sobre "Os Dentes da Memória - Piva, Willer, Franceschi, Bicelli e Uma Trajetória Paulista de Poesia", assinado por mim e Camila Hungria, com cotação "BOM". O livro "Ego Trip", lançado ano passado por Roberto Bicelli, um dos nossos personagens principais, ganhou destaque na mesma resenha. A célebre foto do poeta numa banheira, -- um dos nossos grandes achados nos Dentes, cedida por ele mesmo -- foi reproduzida no abre da página. Segue abaixo a página scanneada. Clique nela para aumentar e ler.

Fico feliz pela repercussão, que segue firme meses após o lançamento. As demais resenhas e menções anteriores também estão postadas aqui neste blog. Você pode encontrar os dois livros à venda no site da Livraria Cultura, que entrega em todo o Brasil. Ou pode encomendá-lo com seu livreiro preferido. 


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Meu livro na Rolling Stone

O post é rápido: a revista Rolling Stone de novembro, com Jô Soares na capa, traz resenha de "Os Dentes da Memória - Piva, Willer, Franceschi, Bicelli e Uma Trajetória Paulista de Poesia" (Azougue Editorial), que escrevi com a Camila Hungria.  O link está aqui. A resenha é do Mauricio Duarte.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O livro na revista sãopaulo + Rock In Rio

Passei pra dizer três coisas:

1) Minha disposição pra Rock In Rio ficou mais pra aquela hashtag do #rockincasa, mas tô adorando essa noite do metal. Slipknot é pesado, trash, tem fogo no palco, máscaras nas caras, tambores e público completamente envolvido. Motorhead tocando muito alto, acima do bem e do mal. Metallica impecável, provavelmente uma das melhores bandas do mundo ao em cima do palco.  E ainda tem o James Hetfield com a cara do Mano Menezes e o Lars Ulrich finalmente gêmeo de Phill Collins. Vocês querem o quê, o banquinho e o violão?

2) Saiu ontem na revista sãopaulo, da Folha de S. Paulo, indicação do crítico Manuel da Costa Pinto sobre "Os Dentes da Memória" com 4 estrelas, cotação máxima da coluna. Vou reproduzir abaixo, assim não passa batido por aqui. 

3) A revista também tem materinha minha sobre os documentos dos séculos 16 a 20, expostos no Arquivo Histórico Municipal. Vale muito a pena conferir as raridades!


LIVRO 
OS DENTES DA MEMÓRIA **** 
Camila Hungria e Renata D'Elia (Azougue, 256 págs., R$ 38,90)
Panorama de um grupo -Roberto Piva, Cláudio Willer, Antonio Fernando de Franceschi e Roberto Bicelli- que renovou a poesia brasileira sob influência do surrealismo e dos beats. Além de fotografias e documentos, traz colagem de entrevistas da qual participam outros protagonistas da efervescente vida intelectual de São Paulo dos anos 1960 e 1970. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sexo, bombas e choque elétrico, por Marcelo Coelho (FSP)

Saiu na Folha de S.Paulo, caderno Ilustrada de hoje, um artigo dos bons assinado pelo Marcelo Coelho. Ele fala sobre "Os Dentes da Memória - Piva, Willer, Franceschi, Bicelli e Uma Trajetória Paulista de Poesia", meu livro com Camila Hungria pela Azougue Editorial. Os sites das livrarias Martins Fontes e Cultura enviam para todo o Brasil, basta comprar com eles.

Abaixo, reproduzo texto e trecho da edição digital do jornal, cortesias de Bê Neviani e Keka Ferreira. Gostei muito do espírito do texto, que é também parte do espírito do livro. Acho que o Piva estaria se divertindo bastante com isso. Willer, Bicelli, Franceschi e outros personagens estão curtindo. 


MARCELO COELHO

Sexo, bombas e choque elétrico

"A gente se beijava e corria uma eletricidade incrível [...] Nós estávamos tomando choque molhados!"



Existem os loucos e existem também aqueles que querem ser loucos sem serem loucos de fato.
Qualquer que seja o caso, não faltaram loucuras na vida do poeta Roberto Piva (1937-2010) e dos seus amigos (Cláudio Willer, Rodrigo de Haro, Roberto Bicelli). Alguns exemplos.
Na década de 70, Piva e Bicelli davam aulas num colégio público. "Um dia", conta Bicelli, "o Piva chegou atrasado porque ficou bebendo com a professora de geografia. Entrou bêbado na classe, fez a chamada e falou: 'Estou de saco cheio do bom comportamento de vocês'".
Ato contínuo, "subiu na mesa, baixou as calças e mostrou a pica para os garotos da quinta série! Ainda correu atrás de um japonesinho que havia se mandado da sala! A inspetora, que era nosso anjinho, transferiu-o de escola e ficou tudo bem".
O caso é lembrado em "Os Dentes da Memória", livro de Camila Hungria e Renata D'Elia, que acaba de ser lançado pela Azougue Editorial.
Acompanhado por uma breve antologia desses poetas (a geração dos "novíssimos" da década de 60), o livro é composto exclusivamente dos depoimentos, habilmente entrelaçados, dos principais membros do grupo.
Cláudio Willer é o protagonista de outra aventura.
"Eu e um amigo pretendíamos explodir uma bomba na casa de um desafeto nosso, na rua Tupi com a avenida Pacaembu. Então, prendemos a bomba com pólvora enrolada em fita adesiva. Quando fomos testar a bomba, esse meu amigo teve a genial ideia de enfiá-la no escapamento do carro e acender!"
Enquanto a bomba não estourava, continua Willer, "resolvi brincar com uma pistola Browning 7.65, que tinha ganhado de presente num breve período de gostar de armas. Ficamos tentando acertar os lampiões e a iluminação da Pacaembu!".
Erraram todos os tiros, mas a polícia apareceu. "Quando chegou a polícia, a bomba do carro explodiu!" Novamente, nada mais sério aconteceu. "Depois demos uma grana para o delegado sumir com as provas, e fui inocentado perante o juiz."
Já Roberto Bicelli se lembra de uma transa incomum. "Fui ao banheiro, passando meio mal. Lá, peguei a minha namorada e dei um cato nela. A gente se beijava e corria uma eletricidade que era uma coisa incrível! A gentia sentia choques pelo corpo todo."
Não era paixão. "Quando percebi, a pia tinha quebrado fragorosamente e tinha um fio solto no chão! Nós estávamos tomando choque molhados!"
Choques elétricos, bombas caseiras, subversão estudantil: nesses episódios, é como se tivéssemos a história da ditadura militar traduzida em outros termos, transportada numa viagem de LSD.
No começo da década de 60, o grupo de Roberto Piva tratava de romper com o formalismo vigente e seguir, nos moldes dos surrealistas e dos beatniks, a ideia de que não pode haver separação entre a arte e a vida.
As fotos reproduzidas no livro, assim como o documentário de Ugo Giorgetti sobre o grupo ("Uma Outra Cidade", de 2001), não deixam dúvidas. Roberto Piva, na juventude, era bonito a mais não poder, e seus amigos não ficavam muito atrás.
Álcool, drogas e o passar do tempo foram minando essa beleza. A partir do AI-5, as bombas e pistolas já não podiam ser usadas com tanta impunidade. A transgressão foi sendo abandonada por alguns dos membros do grupo, que casaram, tiveram filhos e arranjaram emprego.
A heterossexualidade pode ser uma vigorosa fonte de caretice. Roberto Piva não conheceu essa ameaça.
Se escapou, na época, de ser preso ou internado por homossexualidade, hoje seria provavelmente acusado de pedofilia. No fim da vida, contou-me que alguns dos seus amantes adolescentes tornaram-se, com o tempo, bons amigos heterossexuais. Piva chegou a ser padrinho do filho de um deles.
O artigo vai acabando e não tenho espaço para comentar a poesia dessa geração. Mas, afinal, quando se rompem as fronteiras entre vida e literatura, os lances biográficos desses poetas ganham seu próprio interesse estético.
Por outro lado, na medida em que se entrega ao fluxo das associações livres, à "paranoia" e ao "delírio", essa poesia corre o risco de se tornar monótona. A loucura funciona quando feita de flashes e inspirações súbitas; mas é difícil sustentá-la para sempre. Isso exige muito voluntarismo e militância.
Como se sabe, as décadas de 60 e 70 estavam aí para isso mesmo.

coelhofsp@uol.com.br

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Meu livro e eu, aqui e ali

Comentei no outro post que a queridíssima Barbara Gancia gravou comigo um videocast da TV Folha na Av. Paulista, semana passada. Pois bem, lemos alguns poemas de "Os Dentes da Memória" aos nem sempre simpáticos transeuntes paulistanos e o resultado está aqui na Folha Online.

A Revista E, distribuída gratuitamente em toda a rede Sesc de São Paulo, traz no mês de setembro uma homenagem ao Roberto Piva, com fotos, pequenos trechos e um pedacinho do clima do nosso livro. Aqui a versão online. 

O professor e ativista cultural Paulo Sposati Ortiz também publicou algo no blog dele. Aliás, uma coisa que eu esqueci de dizer é que o amigo Fernando Neumayer, do Rio de Janeiro, me chamou pra responder algumas perguntinhas sobre  música num espaço bem legal, o blog dele. E no fim das contas, acho que Dentes também é um livro musical. E xamânico. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Não é que eu esqueci de dizer obrigada

                                                                  Mamma's little boy.

             Roberto Bicelli e Claudio Willer


                               Antonio Fernando de Franceschi 


               Antonio Fernando de Franceschi, Renata D'Elia, Claudio Willer e o editor Sergio Cohn

Renata D'Elia e Camila Hungria, companheiras de aventuras

Fotos de Eduardo Fragata e Carla Geraldini.

Não é que eu não queira falar (de novo) do lançamento do meu livro, Os Dentes da Memória - Piva, Willer, Framceschi, Bicelli e Uma Trajetória Paulista de Poesia, que ocorreu há 3 semanas na Livraria da Vila, em São Paulo. Mas é que foi uma noite tão emocionante e festiva para duas garotinhas sensíveis como eu e Camila, que passei os últimos dias num mix de agradecimentos a boa parte dos amigos e familiares, além de uma enorme ressaca de muito mais trabalho do que vinho. Então a gente tem que dar aquela desintoxicada, né? 

Além do mais, minha cota de escritores blasés está preenchida e não estou afim de agregar o comportamento pseudo-parisiense-da-vila-madalena à minha vidinha normal. Portanto, já tratei de agradecer pessoalmente a quase todos que apoiaram, mas fica aqui um outro obrigada pela amizade, pelo respeito e pela puta viagem que foi esse processo todo. Sintam-se novamente abraçados! 

Mas não custa nada puxar a sardinha pro nosso lado quentinho da brasa. Então vamos lá:

- O Instituto Moreira Salles, responsável por parte do acervo artístico de Roberto Piva e de Wesley Duke Lee, também personagem dos Dentes, publicou entrevista comigo sobre nosso poeta-xamã.  

- O Plínio Bortolotti, diretor institucional de O Povo - CE, publicou algumas impressões sobre o livro em seu blog

- A edição de setembro da Revista E, distribuída gratuitamente em toda a rede SESC-SP,  terá reportagem com várias páginas sobre vida e obra de Roberto Piva, que completaria 74 anos no dia 25/9. Inclui fotos do livro e alguns depoimentos.

- A jornalista Barbara Gancia, super-heroína preferida da casa, gravou videocast da TV Folha comigo, falando sobre Os Dentes da Memória e lendo poemas para os simpáticos (e os antipáticos) transeuntes paulistanos e gargalhando um pouco. Em breve, na Folha Online!

- A revista Raiz, publicação apoiada pelo PNUD, também vai publicar alguns poemas da antologia de Os Dentes da Memória. Saiba onde encontrar a revista na sua cidade

domingo, 31 de julho de 2011

É sexta agora!

Bem, chegou a hora. O livro mais esperado do ano é também candidato automático ao Prêmio Jabuti de título mais longo de 2011, com 80 caracteres sem espaços (HA-HA-HA). "Os Dentes da Memória - Piva, Willer, Franceschi, Bicelli e Uma Trajetória Paulista de Poesia" (Azougue Editorial, 256 páginas, R$38,90) tem autoria de Renata D'Elia -- EU!-- e Camila Hungria. 

Autografaremos o livro ao lado dos poetas Antonio Fernando de Franceschi, Roberto Bicelli e Claudio Willer. Pena que Roberto Piva não está aqui pra ver isso, mas certamente será um tributo à sua obra. Anotem aí as coordenadas da noite do lançamento!

5 de agosto (SEXTA-FEIRA)
Das 19 às 22 horas
na Livraria da Vila - Lorena
Alameda Lorena, 1731, Jardins.

*Aceita os cartões Visa, MasterCard, Diners e Amex. Estacionamento no local. 

E tem até brinde: quem comparecer e autografar seu exemplar, ganhará entrada grátis com acompanhante para o espetáculo de dança "Paranóia", da Companhia de Danças de Diadema, com base na poética de Roberto Piva. Em cartaz no Sesc Vila Mariana durante o fim de semana. 

Estamos no UOL, na VEJA e no Globo News, pra quem quiser saber mais sobre o projeto.