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domingo, 11 de março de 2007

Ser freelance é...

Viver sem estabilidade, tomando calotes. Depender de gente que tem um carguinho qualquer e acha que está fazendo um grande favor em te contratar. E o pior, em (não) te pagar pelos seus serviços.

Se suas contas venceram, problema seu. O vale-refeição deles está lá todo dia 30.

Quando não cumprem a palavra, continuam achando que está tudo bem. Confudem o profissional e o pessoal e acham que qualquer "presentinho" te compra. Lembram-se de que existem prazos quando é o seu que está se esgotando. Quando precisam do seu trabalho com urgência, te valorizam por 2 dias. Quando você entrega no prazo e eles não precisavam daquilo pra ontem, é o seu pagamento que vira artigo de luxo.

As grandes empresas são previsíveis. Acham que te impressionam com qualquer salinha de reunião com ar condicionado. Te fazem sorrir pra câmera de identificação e te servem cafezinho descafeinado, com vista panorâmica da cidade. "Veja como te tratamos bem! Repare como nossos colaboradores sorriem!".

Seus executivos fazem aula de Inglês há anos e não saem do lugar. Nem a língua nativa dominam. Prova disso, é que os tais bacharéis engravatados precisam de aulas de redação para escrever simples cartas, que meu irmão de 9 anos faz melhor. Deve fazer parte destas baratas filosofias de RH o fato de complicar o que não tem complicação.

Nas festas da empresa, falam do trânsito e da violência da cidade. Fazem piadas sem graça. Comportam-se como pessoas civilizadas. Vestem a camisa da empresa por qualquer canapé de carpaccio. Matam o tempo com palestras que contam pela vigésima vez a história das estrelas-do-mar. (Neste caso tem hífen, mas eles nem desconfiam).

"Faça a diferença! Faça acontecer! Sua opinião é muito importante para nós!"

Destas empresas "diferenciadas", você recebe de volta uma falta de profissionalismo padrão.