Nova York, segunda-feira, 30/11/2009. O ator Robin Williams foi ao programa do David Letterman. Foi anunciado, dirigiu-se ao palco, sentou-se ao lado do apresentador e mandou: “Espero que Oprah não esteja chateada com as Olimpíadas. Chicago enviou a Oprah e a Michelle (Obama). O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi uma competição justa”. A piada foi parar nas homes dos principais sites noticiosos daqui. "Babá Quase Perfeita diz que no Brasil só tem puta e cheirador de cocaína". "Dr. Patch Adams fere a honra e os princípios morais do nosso país varonil". No Jornal da Globo, Christiane Pelajo treme e finaliza a nota coberta com um adendo: "O ator já passou por duas clínicas de desintoxicação por causa do vício em cocaína". O comitê do Rio 2016 avisou que vai processar.
Eu achei a piada ruim. O texto da Pelajo foi mais engraçado. Mas generalizando os Estados Unidos como um país de zumbis do Thriller versão obesa, não entendo o porquê de tamanha despeita. Aqui não é o país do sexo fácil? Nossos traficantes não são de dar inveja aos gângstas americanos? E traficante vende o quê, bijouteria? Nós somos os primeiros a pagar de paraíso sexual e vender nossas mulheres-bunda, boleiros, praias e festas como as maiores maravilhas do mundo. Segundo a D´Elia Research Inc. , pelo menos metade dos consumidores de bundas fáceis é muito bem criado, consome cocaína, e vive debaixo do mesmo teto dessa galera que achou um absurdo a piada da Babá (sic).
Eu não consumo cocaína nem strippers. Acho até que uma bela stripper traz muito mais prazer do que qualquer droga. Desconfio que os EUA tenham mais strippers e cocainomaníacos que o Brasil. E tudo leva a crer que nossas strippers & drogas são muito mais interessantes que as deles. E então, qual é a encrenca? Ponto para nós. What´s hapenning, brother?
