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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

America

MLK (MARTIN LUTHER KING), U2

Sleep
Sleep tonight
And may your dreams
Be realized
If the thunder cloud
Passes rain
So let it rain
Rain down on me
Mmm...mmm...mmm...
So let it be
Mmm...mmm...mmm...
So let it be
Sleep
Sleep tonight
And may your dreams
Be realized

If the thundercloud
Passes rain
So let it rain
Let it rain
Rain on me


Salvar as baleias? Instituir áreas de nudismo nas grandes cidades? Salvar o planeta do aquecimento global? Terminar todas as guerras, acabar com todas as injustiças sociais? Resolver o problema da escassez de comida e da fome na África? Perdoar a dívida externa dos países pobres? Tornar os corações dos homens menos maldosos? Corrigir todos os erros brutais do capitalismo, acabar com todos os ecos da crise financeira mundial em 4 anos? Distribuir toda a renda? Nada disso, na verdade. Mas uma mudança de mentalidade e de concepção é necessária pela América profunda e pelo mundo afora. E talvez o novo presidente americano possa dar esses primeiros passos. Talvez já tenha dado. Tomara.

domingo, 5 de outubro de 2008

O voto mundial


Fui obrigada a ir até ali na esquina votar contra o Kassab, e já voltei prá casa. Obviamente, fico irritada de pensar que nem enconstar num barzinho e beber uma cervejinha nessa agradável tarde de domingo eu posso. Mas tampouco conseguiria transitar pela cidade, hoje pior do que nos dias úteis, e também não estou feliz com as montanhas de papel desperdiçado para entupir a minha garagem de santinhos eleitorais [quando eu era pequena, guardava um santinho de cada candidato e depois pintava sorrisos e desenhava bigodinhos neles].

Mas hoje também conheci a simulação de voto mundial promovida pela conceituada publicação britânica The Economist para presidente dos Estados Unidos da América. É simples: basta acessar o site especial da revista , escolher entre o republicano John McCain e o democrata Barack Obama [considerando os vices, claro] e pressionar o botão "vote now". Para que o voto seja computado, você terá de fazer um cadastro básico, rápido e indolor a partir desse ponto.

O especial é bastante completo, traz informações consistentes e a possibilidade de conhecer as estatísticas de voto de todos os países do mundo. Na França, 90% dos "eleitores" votam Obama. Na Indonésia, 95%. Em todos os países do mundo, inclusive no Brasil, pelo menos 70% dos eleitores preferem Obama, execto na Colômbia e na Venezuela, em que o candidato republicano ganha crédito de 7% de pessoas a mais do que nos demais territórios.

Os leitores americanos da The Economist também dão larga vantagem ao democrata: 80% dos votos contra 20% de McCain. Pena que, na prática, as pesquisas indiquem que os números das intenções de voto permaneçam mais equilibradas, mesmo com a crescente vantagem de Obama diante do atual colapso da economia americana, justamente atribuído ao desastre republicano chamado George W. Bush & toda sua trupe.

montagem fotográfica: the new york times

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Fresh intelligence

Sim sim, é verdade, eu juro. Não digo isso pra amenizar o impacto de uma piada ruim, mas de fato, eu estava sentada em frente ao computador muito bem acompanhada de um pratão de batatas fritas McCain[!] quando me deparei com a imagem da [espero] próxima primeira-dama estadunidense, Michelle Obama, estampando a capa de uma revista que tenho lido e acompanhado pela internet. Trata-se da Radar, provavelmente a publicação mais inteligente e carregada de sacadas irônicas a que tive acesso nos últimos tempos.

Não vou seguir rasgando seda, até porque não recebo um centavo prá isso, tampouco faço aqui apologia ao estrangeirismo. Mas realmente não dá pra ser feliz num país onde as opções de semanários de circulação nacional, por exemplo, vão de Veja à Carta Capital, que configuram duas espécies de pensamentos únicos dos quais tenho procurado me desvencilhar [com medo da máquina de moer cérebros e podar libido].

O que a Radar faz ao promover abertamente apoio à candidatura de Barack Obama é o oposto da falsa imparcialidade. E também muito diferente de oferecer espaço para que os portadores de opiniões sectárias opostas se execrem publicamente como fizeram Luciano Huck e o escritor[?] Ferrez via Folha de S. Paulo no ano passado, num pseudo-debate sobre a segurança pública no país.

Mas o mais importante é que a linha editorial prima por desancar as vacas sagradas. Aqui, pelo jeito, continua proibido. Brincadeira besta? Não, os novos ares, aliás, fazem muito bem prá tosse. Dessa vez a presa foi Patti Smith .

Mas a nota 10 fica mesmo prá capacidade da revista em rir da cultura pop e do cenário político americano. Qual revista brasileira é capaz de especular "em qual candidato Jesus votaria?" [A pergunta que não cala: se Deus é Fiel, será que Jesus é Mancha?] E que tal a versão do 11 de setembro de 2001 para crianças?

Em todo caso, dê uma olhadinha no site, tome uma meia hora de leitura e tire suas conclusões. Se o slogan "fresh intelligence" não colar com você, mesmo que não seja 100%, não brinco mais. Devolva a minha bola que eu vou brincar sozinha!

PS: Recebi de um amigo a indicação para leitura desse blog aqui, mantido pelo jornalista Vitor Angelo. A temática dos últimos posts vêm a calhar, com destaque para a palavra falada de Laurie Anderson e seu brilhante diagnóstico sobre a América.